O cabeludo piloto argentino: “O Gringo” Bordoque
olhou para a tatuagem que tinha feito na perna. Era tudo que queria: um número 1 com folhas de louro em volta. Bordoque tinha ganhado o
campeonato Brasileiro de FofoCross Country mesmo
sendo um imigrante ilegal. Não se importava
que na categoria Agrale com motor de Falcon e suspensão de CR só
tinha ele. Não se importava que teve que viajar do Oiapoque ao Chui disputando provas chapadão com adversários imaginários
para finalmente ganhar o cobiçado troféu de primeiro. "Afinal", pensava o Bordoque
“¡Primeiro és premero e nadie precisa
saber que só tinha jo corriendo
hihihihi!”
Bordoque é um tipo de piloto comum nos campeonatos de fofocross do Brasil e quiçá da Argentina. São pilotos que gostam de moleza. Quantos pilotos com trinta e poucos anos se inscrevem regularmente na categoria Sênior 40? Quantos pilotos macaco velhos se inscrevem na categoria amador? Quantos pilotos campeãos em categoria nacional estréiam nas categorias de acesso das importadas? Para esses pilotos o importante é ganhar. Não importa como, mesmo que dobrem a regra aqui e ali, mesmo que alguém da Federação tenha que fazer vista grossa. Eu mesmo já me inscrevi na categoria Sênior 80 um cado de vezes!
Geralmente os egos de nos pilotos falidos e finados necessitam de uma massagem constante, ao passo que ficamos cada vez mais lentos. O cerco vai se fechando, as categorias mais disputadas, até que o esquecimento e a mediocridade se profetizam como destino de nós “pilotos mamadores”.
Pelo menos no caso de Bordoque, terá sempre a tatuagem na perna para lembrar a todos, e principalmente a ele mesmo, que um dia foi campeão brasileiro de fofocross em country da categoria Agrale 16.5 com motor de falcon e suspensão de CR. Agrale com motor de Falcon e suspensão de CR? Que porra e essa?
Modestamente eu também já fui campeão Brasileiro de Fofocross. Aconteceu uns trinta e poucos anos atrás. E é claro que vocês todos se lembram! No gate de largada tinha 300 motos e eu tive que vencer os melhores do pais para me sagrar campeão. Foi uma batalha épica, não sabe? Porém, com muita dificuldade ganhei de todos com uma moto inferior, uma Montesa H6 com motor de Turuna. Vocês se lembram da Montesa e da Turuna não se lembram? Eu também coloquei uma tatuagem aqui na minha perna, mas com o tempo a pele esticou e metade da tatuagem subiu para o meu saco. Agora se tiver que mostrar tenho que abaixar as calças. Ficou curioso porque o número 1 subiu pro pau e as folhas de louro pro saco. Pena que o pau não sobe mais e o número um tá sempre virado de cabeça pra baixo! Esse fim de semana vou me inscrever na categoria sênior 90 anos porque a 80 anos ta ficando disputada demais. Dizem que o “O gringo” Bordoque vai largar na sênior 80, ai tou fora!
- Bin Lander tem dois banheiros em casa mas só caga no mato, e adora as Argentinas.
Jantar na casa do Bin Lander: Estrombelete de Lombo e Bunda ralada de Cordeiro Albino da Patagônia recheado com Linguiça Brasileira ao molho de ovos de cordorna.
- Todos os personagens aqui citados são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
É proibida a reprodução parcial ou integral do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização de Bin Lander
Bordoque é um tipo de piloto comum nos campeonatos de fofocross do Brasil e quiçá da Argentina. São pilotos que gostam de moleza. Quantos pilotos com trinta e poucos anos se inscrevem regularmente na categoria Sênior 40? Quantos pilotos macaco velhos se inscrevem na categoria amador? Quantos pilotos campeãos em categoria nacional estréiam nas categorias de acesso das importadas? Para esses pilotos o importante é ganhar. Não importa como, mesmo que dobrem a regra aqui e ali, mesmo que alguém da Federação tenha que fazer vista grossa. Eu mesmo já me inscrevi na categoria Sênior 80 um cado de vezes!
Geralmente os egos de nos pilotos falidos e finados necessitam de uma massagem constante, ao passo que ficamos cada vez mais lentos. O cerco vai se fechando, as categorias mais disputadas, até que o esquecimento e a mediocridade se profetizam como destino de nós “pilotos mamadores”.
Pelo menos no caso de Bordoque, terá sempre a tatuagem na perna para lembrar a todos, e principalmente a ele mesmo, que um dia foi campeão brasileiro de fofocross em country da categoria Agrale 16.5 com motor de falcon e suspensão de CR. Agrale com motor de Falcon e suspensão de CR? Que porra e essa?
Modestamente eu também já fui campeão Brasileiro de Fofocross. Aconteceu uns trinta e poucos anos atrás. E é claro que vocês todos se lembram! No gate de largada tinha 300 motos e eu tive que vencer os melhores do pais para me sagrar campeão. Foi uma batalha épica, não sabe? Porém, com muita dificuldade ganhei de todos com uma moto inferior, uma Montesa H6 com motor de Turuna. Vocês se lembram da Montesa e da Turuna não se lembram? Eu também coloquei uma tatuagem aqui na minha perna, mas com o tempo a pele esticou e metade da tatuagem subiu para o meu saco. Agora se tiver que mostrar tenho que abaixar as calças. Ficou curioso porque o número 1 subiu pro pau e as folhas de louro pro saco. Pena que o pau não sobe mais e o número um tá sempre virado de cabeça pra baixo! Esse fim de semana vou me inscrever na categoria sênior 90 anos porque a 80 anos ta ficando disputada demais. Dizem que o “O gringo” Bordoque vai largar na sênior 80, ai tou fora!
- Bin Lander tem dois banheiros em casa mas só caga no mato, e adora as Argentinas.
Jantar na casa do Bin Lander: Estrombelete de Lombo e Bunda ralada de Cordeiro Albino da Patagônia recheado com Linguiça Brasileira ao molho de ovos de cordorna.
- Todos os personagens aqui citados são fictícios. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
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